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DA EMPATIA E DAS OBVIEDADES

A preocupação com experiência do usuário começa na cultura de trabalho de cada empresa.

Você vai ver neste artigo:

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Colaborador + Colaborador

Com as mudanças sociais e de comportamento que vivemos nas últimas décadas, alguns termos ganharam uma carga pejorativa que remontam aspectos culturais e antropológicos que passaram a ser evitados. Empregado, por exemplo.

A colaboração no trabalho tende a não ficar restrita à empresa e se espalhar pela cidade, despertando a empatia nas pessoas, dando-lhes uma força transformadora contagiante.

Mas essa cooperação não deve estar restrita aos colaboradores. Na verdade, o ideal é que ela comece na empresa que deve ter uma postura colaborativa. Oferecer um ambiente de trabalho saudável e com toda a infra-estrutura necessária para a execução das tarefas, é um bom começo. Entender que seus profissionais têm vidas além do trabalho e não os julgar por qualquer falha ou comportamento de “baixa performance” é acertar na mosca.

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Home Sweet Office

Trabalhar em casa ainda soa como um luxo para muitas pessoas e inconcebível para a muitas empresas. Mas o Home Office não é um privilégio concedido a alguns afortunados, tampouco uma prática empresarial arriscada. O trabalho remoto é uma medida inteligente para otimizar o tempo, dar eficiência ao desenrolar das tarefas.

Olhe para o trânsito das grandes cidades e pense como elas seriam se as pessoas cuja atividade permita a prática do home office estivessem trabalhando em casa.

A possibilidade do Home Office é, entre outras coisas, uma demonstração de confiança na qual empresa deixa o colaborador livre para executar sua função onde bem entender, ao passo que ele assume esta responsabilidade. Esse tipo de relação tem tudo pra dar certo quando o ambiente de trabalho é colaborativo e cada profissional entende sua importância e a dos demais colegas no desenvolvimento do trabalho.

Temos vagas

O trabalho remoto abre inúmeras possibilidades às duas pontas do trabalho colaborativo. A empresa, sem precisar comprar uma cadeira, abre espaço para quantos profissionais precisar. É como se suas instalações tivessem dimensões elásticas, adaptáveis às suas necessidades. Do outro lado, a única distância que impede o profissional de trabalhar numa determinada empresa, em um determinado projeto, é o seu interesse. Seus sonhos e aspirações.

A forma de contratação autônoma reduz o desemprego e aquece a economia local, provocando nas cidades uma cadeia de impactos positivos que atinge boa parte de seus habitantes.

Esta facilidade permite a formação de equipes especialmente desenhadas para a execução de determinado projeto. Ao fim do trabalho, a equipe se desfaz e cada um de seus profissionais pode ser contratado para se juntar a outra equipe, em um outro desenvolvimento. Ou servir outra empresa, em outra cidade. Ou tirar férias e viajar com a família.

Quanto mais gente melhor

A possibilidade de montar equipes multidisciplinares com profissionais de diversas expertises, sem que a distância física seja empecilho para o pleno desenvolvimento do trabalho colaborativo, traz uma riqueza imensurável ao trabalho, empresa e colaboradores.

As cidades são ambientes multidisciplinares por natureza e as equipes desenhadas pelos gestores de projetos devem estar sintonizadas com essa diversidade.

E quanto mais gente diferente, melhor. A diversidade de uma equipe não deve estar limitada às funções e expertises. Muitas vezes, a visão de alguém que a princípio não estaria credenciado a participar de um determinado projeto é aquela que abrirá um caminho jamais imaginado por um especialista. Este ponto de vista diferenciado pode ter origem na formação profissional, na cidade em que se vive, na raça, orientação sexual, religião ou qualquer outra característica pessoal.

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Na prática, a teoria é a mesma

Ou ao menos, deveria ser.

As boas práticas de UX começam no bem-estar das pessoas e no desenvolvimento dos profissionais que consolidam as cidades como ambientes de convivência saudáveis.

Para isso, a percepção de que há uma vida inteirinha a ser vivida lá fora é fundamental. E é preciso colocar essa vida para dentro de nossa rotina. Existe um mundo rico e pulsante, cheio de experiências a serem vividas e compartilhadas, que vão além das planilhas, aplicativos e relatórios de pesquisa. É preciso sentir, cheirar, provar, olhar de pertinho. É urgente participar.

Todo mês, 01 artigo da DUXcoworkers.com sobre os assuntos: pessoas e trabalho, economia e tecnologia e cidades inteligentes. #servicedesign #userexperience

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